sexta-feira, 26 de junho de 2009

Fome

Eu poderia escrever um tratado sobre a fome ou falar sobre como a vida moderna exige demais de todos nós mas - caramba- de assuntos sérios e geralmente chatos já bastam os que existem por aí aos montes.
Por isso e simplesmente por esse ser o meu espaço, vou me permitir escrever sobre algo fútil. Poucas coisas me irritam mais do que chegar em casa e não ter comida pronta. Muitas vezes me pego pensando em como devo parecer machista a quem não me conhece... Mas penso que quem trabalha tem o direito de chegar em casa e simplesmente encontrar a comida quentinha já no prato, a mesa posta.
Putz me vi agora quase como um machão da época das cavernas. Logicamente que isso no caso de eu ser a pessoa que trabalha. Quando eu não trabalhava, lutava pelo meu direito ao ócio criativo. [?] Confesso que detesto trabalhar ou fazer qualquer coisa obrigada. Quem me conhece com certeza já me ouviu dizendo que nasci pra ser dondoca. Lembro da cara das pessoas quando digo isso e caio na gargalhada.
Sei que esse post não tem nada a ver com coisa alguma mas enfim, tr
abalhei o dia inteiro, cheguei em casa e apenas desejava uma mísera refeição e só o que vi foi uma parte de vaca pronta sob o fogão e outras partes da pobre vaquinha guardadas na geladeira. Praticamente o inferno para quem não come carne vermelha.
Sem muitas opções, tive que me render ao meu pacote de biscoito preferido
e sprite mas dormirei pensando na bela refeição que não fiz.. Melhor que uma comida deliciosa snesse momento, só mesmo se fosse servida por um cara maravilhoso. Nada melhor para fechar um post idiota do que um comentário cretino, e de comentários cretinos eu entendo...
Foto: SuiSidius

Que Julho venha cheio de energias positivas para nós ( e nada de carne vermelha para
mim ).



Uma Mulher Serena
(e faminta)

sexta-feira, 19 de junho de 2009

R-E-Descobertas

Por mais que quem conviva comigo possa achar, não sou dessas pessoas que se julgam interessantíssimas. Juro que acho graça das pessoas que me vêem como sendo convencida, descolada e extrovertida. Sinto vontade de gritar que tudo não passa de brincadeira mas que diferença faria a elas?

Tenho muitas histórias a contar, confesso. E vez ou outra 'me pego' rindo ao lembrar de algumas. Mas creio estar em um dos meus momentos mais anti-sociais dos quais me lembro. Não que eu me lembrar de algo seja uma garantia... Como meu amigo Dé – é você mesmo John rs- me disse uma vez, minha memória é idêntica a de uma galinha velha. Coitada das galinhas...

Caio na gargalhada toda vez que lembro dessa conversa. [Putz, já estou em outro assunto...]

Imaginem a minha surpresa ao chegar aqui hoje e ver que alguém apareceu nesse meu novo cantinho.

Inevitável conter um sorriso. Olhei de novo pensando que poderia ser algum erro. E lá estava com quase 20 visualizações. Tive que me segurar para não surtar e pensei em como eu poderia ter escrito algo de forma diferente, usado efeitos e blá, blá, blá.

Suando aqui, contei até 10 e respirei fundo...

Depois de um sonoro Que merda, [sim, porque poucas coisas na vida são tão relaxantes como um palavrão dito com vontade] percebi que simplesmente tenho que aprender a relaxar e deixar as coisas fluírem.

Esse espaço aqui foi criado simplesmente para que eu pudesse extravasar, organizar esses milhares de pensamentos que invadem minha mente a cada segundo...

Por que eu deveria me preocupar já que não sou uma autora famosa, uma escritora de sucesso? Ninguém espera absolutamente nada de mim [?] além de mim mesma.

Daí, o ponto crucial desse post: o que eu espero para/ de mim a partir de agora? Mudanças, descobertas, frio no estômago e adrenalina.

[Re]Descobri que escrever [o que quer que seja] me liberta e me aproxima de todas essas sensações que busco pra minha vida e é isso que tentarei fazer aqui de hoje em diante.


E você? Já descobriu o que te liberta?

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Eu por mim mesma

Putz, a cada dia que passa mais me convenço de que o ser humano é realmente complexo...
Estava eu sentada em frente ao pc, passeando por orkuts e comunidades e qualquer coisa que possa ter de minimamente interessante na net (
eu sei , eu sei ... parece algo bobo para alguém com tantas coisas pendentes a resolver fazer em plena noite fria de quinta feira,) e quase enlouquecendo por pensar em tantas coisas ao mesmo tempo e ainda assim me esforçando para não pensar em simplesmente nada, quando de estalo me lembrei de um blog. Parando para pensar, eu nunca curti blogs, flogs e qualquer outra coisa do estilo, mas me lembrei do único blog que prendeu minha atenção até hoje...
Trans FLORmar-la. Simplesmente foda. Confesso que vibro a cada nova postagem lá.
E desse blog, fui como um macaco [eu e minhas analogias...] pulando de blog em blog. Descobri que isso é realmente interessante e que tem muita gente foda, com coisas ainda mais fodas a serem ditas.
Lembrei de como, na adolescência, eu me divertia escrevendo poesias, diários, palhaçadas.[essa nostalgia da adolescência ainda acaba comigo].
Enfim, depois de algumas horas que passaram voando, algumas gargalhadas, caretas e reflexões com pensamentos alheios, me perguntei: por que não eu? por que não tentar? e por que não agora?
E cá estou eu, olhando pra essa tela que no momento me parece assustadora, tentando escrever algo que preste para ser meu primeiro post...
Eu queria escrever sobre tantas coisas.
Sobre as diferentes maneiras como a gente se decepciona. Ou como as pessoas que amamos muitas vezes não estão por perto quando delas precisamos. Ou sobre como é possível se irritar com a menor das coisas. Ou ainda sobre minha mania constante: The Beatles e recentemente Vanessa da Mata. Ou dessa bosta de bipolaridade que às vezes me faz querer matar boa parte da população mundial. Ou da minha recente [?] preguiça de responder scraps dos meus perfis no vasto mundo azul. Mas acho que hoje não é um bom dia pra tentar escrever sobre nenhum desses.
Apenas me apresento deixando avisado que caso algum internauta perdido apareça por aqui, não espere lindas poesias, textos perfeitos, pensamentos extremamente filosóficos pois provavelmente se decepcionará.
Não sou
poetisa, escritora, contista ou romancista. Sou apenas alguém que está em busca das próprias origens, da própria essência... e sem um pingo de vergonha de escrever bobagens, palavrões e o que mais tiver vontade na hora.
Por ora, me sinto satisfeita por ter conseguido começar a reverter esse bloqueio, quase um pânico irracional de ser lida por alguém que não seja eu mesma e, extremamente aliviada por chegar ao final.
Quase o alívio de um cigarro depois de meses sem fumar... Isso apenas um ex-fumante como eu conseguirá entender.
E que venham os trechos de músicos, poetas, filósofos e minha mania de neologismos...
Bem vindo[a] ao meu mundo
.